23
Abr 09
José Sócrates anunciou, ontem, no debate quinzenal na Assembleia da República, o aumento da escolaridade obrigatória de nove para doze anos. (ver notícia)

Relembramos que esta é uma proposta que a JSD Madeira tem vindo a debater e a defender ao longo dos anos, estando sempre associada ao aprofundamento da autonomia regional em matéria de ensino.

O Modelo Educativo Regional tem sido uma bandeira da JSD!

Reforçamos mais uma vez o facto da nossa Região ser um verdadeiro exemplo para o País ao nível de políticas educativas e de projectos de sucesso implementados na Região, assim como, ao nível do crescimento e qualidade das infra-estruturas de ensino, com excelentes condições comparativamente a outras redes escolares nacionais.

‘Não basta termos as melhores escolas, é preciso termos os melhores alunos.’
publicado por JSDMADEIRA às 14:51

comentário:
Será que somos todos iguais? Nem as máquinas que saem das fábricas saem da linha de fabrico todas iguais, algumas vêm com defeito. senão para que servia o "controlo de qualidade"?

As reprovações nas escolas públicas vão ser gradualmente banidas e a tendência será a de que ao fim de 12 anos de escola todos os alunos possam ter o 12.º ano de escolaridade, fazendo subir com isso os índices de escolarização dos portugueses. O nível de conhecimentos adquiridos será inevitavelmente muito baixo, mas o que importa são as ESTATÍSTICAS, e assim Portugal poderá figurar "orgulhosamente" na lista de países com maior número de anos de escolaridade.

O 12.º ano vai ser em breve a escolaridade mínima obrigatória. Embora os jovens passem a sair do sistema de ensino com poucos conhecimentos académicos, pelo menos, enquanto por lá andam também não figuram nas estatísticas dos desempregados, o que também é bom para as tais ESTATÍSTICAS.

Assim, o facto de virem a exibir o certificado de habilitações do 12.º ano deixará em breve de dar qualquer indicação às entidades empregadoras relativamente às reais qualificações dos jovens que então vão sair das escolas e, em consequência, terão que ser as entidades empregadoras a testar os conhecimentos dos candidatos aos empregos que oferecerem. Não começaram já a fazê-lo há algum tempo?

Os alunos que frequentarem as escolas públicas poucas possibilidades terão de atingir os necessários conhecimentos para prosseguirem os estudos. Assim, os pais que desejem para os seus filhos um curso superior terão que começar a consciencializar-se desde já que a escola pública não será o caminho aconselhável para a preparação dos seus filhos, mesmo que sejam crianças inteligentes e interessadas. O ambiente não será o melhor para que tenham sucesso por vários motivos:

1.º) na mesma sala coexistirão muitos alunos com fracos conhecimentos, porque não havendo reprovações, não haverá necessidade de empenho, nem nos estudos, nem na assiduidade às aulas;
2.º) com o fim do ensino especial terão por colegas jovens com deficiências várias: auditivas, de comunicação e até psíquicas;
3.º) nem todos os jovens são iguais: há génios, mais ou menos inteligentes e até jovens com capacidade de aprendizagem muito limitada. Mas a escolaridade obrigatória é para ser conseguida por todos eles. Quem não a conseguir nunca será um verdadeiro cidadão e poderá nem ter acesso a tirar uma simples carta de condução para ser um mero distribuidor de bilhas de gás.
4.º) porque todos os jovens são obrigados a frequentar a escola enquanto menores, mesmo que por ela não revelem qualquer interesse, terão por colegas outros jovens que apenas por lá andam porque o sistema a isso os obriga. Alguns deles utilizam a escola, os colegas e até os professores para se divertirem, gozando-os e boicotando as aulas.

Enfim, o Ensino vai de mal a pior!

Zé da Burra o Alentejano a 29 de Abril de 2009 às 17:09

Abril 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
18

19
20
21
22
25

26
27
29
30


pesquisar neste blog
 
Nota:
A JSD Madeira disponibiliza a funcionalidade de comentário no blog www.juntosporideais.com um espaço livre e aberto à participação de todos os visitantes, para que possam dar contributos, opinião e informação sobre as temáticas colocadas à reflexão.

A JSD Madeira edita os comentários recebidos, respeitando o seu conteúdo, seleccionando-os segundo os critérios - actualidade e interesse. Contudo reserva-se no direito de publicar ou não os comentários que incluam opiniões ofensivas da dignidade e integridade moral de terceiros ou que incluam linguagem obscena.